18/03/2025

Violência contra a mulher no Brasil: como enfrentar?

Mais de 21 milhões de brasileiras, 37,5% do total de mulheres, sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses de acordo com pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

É o maior percentual da série histórica da pesquisa Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil, iniciada em 2017, e 8,6 pontos percentuais acima do resultado da pesquisa anterior, de 2023.

 

Os dados também mostram que 5,3 milhões de mulheres, 10,7% do total da população feminina do país, relataram ter sofrido abuso sexual e/ou foram forçadas a manter relação sexual contra a própria vontade nos últimos 12 meses, ou seja, uma em cada 10.

 

No Brasil, o percentual de mulheres que sofreram alguma violência ao longo da vida por parceiro ou ex-parceiro é superior à média global – 32,4% contra 27% – de acordo com o relatório mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Os principais agressores são cônjuges, companheiros ou namorados (40%), ex-cônjuges, ex-companheiros e ex-namorados (26,8%). E as mulheres entre 25 e 34 anos concentram um percentual maior de vitimização.

 

Tipos

A violência doméstica pode se manifestar por meio de agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais.

 

A física é entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher com uso de força, como espancamento, atirar objetos, sacudir ou apertar os braços, estrangulamento ou sufocamento, lesões com objetos cortantes, ferimentos por queimaduras ou armas de fogo, tortura.

 

Já a violência psicológica é qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

 

Esse tipo de violência é praticado por meio de ameaças, constrangimento, manipulação, proibição de ver familiares e amigos, chantagem, insultos, etc.

 

Por sua vez, a violência moral engloba qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria, como acusar a mulher de traição, emitir juízos morais sobre a conduta dela, expor a vida íntima, rebaixá-la com xingamentos que incidem sobre sua índole, desvalorização da pessoa por sua forma de se vestir.

 

A violência sexual inclui qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.

 

Esse tipo de violência pode ser identificado em estupro, impedimento de usar métodos contraceptivos, forçar gravidez, impedir ou anular o exercício dos direitos sexuais da mulher.

 

Por fim, a violência patrimonial é entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos.

 

Ferramenta

‘Enfrentando a violência doméstica: intervenção e acolhimento’ é uma ferramenta que tem como objetivo ajudar mulheres que estão vivendo em situação de violência.

 

De autoria das psicólogas Luana Ribeiro e Maria Eduarda de Freitas e publicados pela editora RIC Jogos, os cards podem ser utilizados para psicoeducar acerca das diferentes formas de violência.

 

Posteriormente, após avaliar a necessidade de trabalhar formas de enfrentamento, o material possibilita à paciente uma nova perspectiva de interpretação/ressignificação do processo que está sofrendo, enfraquecendo os sentimentos negativos e os pensamentos difíceis e/ou sabotadores.

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