15/09/2025

Insônia: como a psicoterapia pode ajudar a enfrentá-la?

Estudo recente conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) destaca o papel da psicoterapia no combate à insônia. Nesse contexto, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia de aceitação e compromisso (ACT) destacam-se.

 

Enquanto a primeira foca na identificação e modificação de pensamentos, emoções e comportamentos que contribuem para problemas específicos, como a dificuldade de dormir, a segunda visa aumentar a flexibilidade psicológica e encoraja os pacientes a aceitarem suas experiências enquanto se comprometem com ações alinhadas aos seus valores.

 

A pesquisa da USP avaliou 227 voluntários diagnosticados com insônia comparando os resultados da TCC e da ACT. Os participantes foram acompanhados ao longo de várias semanas, e os efeitos das terapias foram analisados tanto a curto quanto a longo prazo.

 

A primeira abordagem resultou em melhora significativa da insônia em 65% dos participantes nas primeiras semanas de tratamento. No entanto, essa porcentagem reduziu para 58% após seis meses, indicando que a manutenção dos resultados pode ser desafiadora.

 

Já a segunda abordagem mostrou uma melhoria inicial da insônia em 50% dos casos, mas esse índice subiu para 56% após seis meses mesmo sem estratégias específicas voltadas ao sono. Os dados, portanto, sugerem que a ACT tem um impacto gradual, mas duradouro, sendo ideal para quem busca resultados consistentes ao longo do tempo.

 

Transtorno

O transtorno de insônia é classificado como um dos transtornos do sono-vigília no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM). Sua característica essencial é a insatisfação com a quantidade ou a qualidade do sono e queixas de dificuldade para iniciar ou manter o sono. Tal perturbação pode ocorrer durante o curso de outro transtorno mental ou condição médica ou de forma independente.

 

Entre as consequências funcionais do transtorno de insônia, constam aumento da fadiga e da irritabilidade diária, redução da atenção, da concentração e da memória.

 

A insônia persistente também está associada a aumento no risco de depressão, ansiedade, transtornos alimentares, hipertensão, infarto do miocárdio, além de interferir nas relações sociais, acadêmicas e profissionais, gerando qualidade de vida insatisfatória, produtividade reduzida, absenteísmo e problemas econômicos.

 

Características associadas

Com frequência, o transtorno de insônia está associado a um estado de alerta fisiológico e cognitivo e a fatores condicionantes que interferem no sono.

 

A preocupação com o sono e com o desconforto causado pela incapacidade de dormir pode levar a um círculo vicioso: o esforço que um indivíduo faz para dormir aumenta a frustração, além de prejudicar o sono.

 

Consequentemente, atenção e esforços excessivos para dormir, que acabam predominando sobre os mecanismos normais da fase inicial do sono, podem contribuir para o desenvolvimento de insônia.

 

Indivíduos com insônia persistente podem também adquirir hábitos inadequados em relação ao sono, como por exemplo, permanecer tempo excessivo na cama, seguir um horário irregular de sono e cochilar.

 

Ferramenta

Os cards ‘Como enfrentar a insônia: 100 cards para a melhoria do sono e qualidade de vida’, de autoria do psicólogo Fernando Elias José e publicado pela editora RIC Jogos, são uma ferramenta que ajuda a combater a insônia e, consequentemente, oportuniza a melhoria do sono e da qualidade de vida. Para usos clínico e familiar, tem como público-alvo as faixas etárias a partir dos 12 anos.

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