Final de ano: como lidar com autocobranças e frustrações?
O final do ano geralmente traz uma combo de emoções nem sempre fáceis de lidar. Entre balanços pessoais, pressões sociais, metas não cumpridas e uma rotina acelerada, muitas pessoas têm um aumento significativo de autocobrança e frustração.
Encerrar um ciclo coloca diante do indivíduo tanto aquilo que fez quanto o que não conseguiu fazer ao longo de 365 dias. Surge um conflito entre o real e o ideal, entre o possível e o impossível, o que consequentemente gera ansiedade.
Frases como “atingir todas as metas” e “fechar o ano com chave de ouro” reforçam uma expectativa social que, quando internalizada, pode se transformar em sobrecarga. Quando a pessoa adota essa régua para julgar a própria vida, qualquer desencontro entre o esperado e o vivido pode gerar um sentimento de fracasso.
Sinais
A ansiedade relacionada a prazos, demandas acumuladas e reorganização familiar fica dentro do esperado nessa época do ano, porém existem sinais de que o sofrimento ultrapassou o limite do saudável.
Entre esses sintomas, estão dificuldade para dormir, sensação de falta de ar ou aperto no peito, pensamentos acelerados e persistentes e incapacidade de manter a rotina.
Prevenção
Algumas atitudes simples podem ajudar a enfrentar o final de ano com mais equilíbrio. Uma delas, é revisar as próprias metas com gentileza. Troque a pergunta “por que não fiz?” por “o que foi possível fazer com as condições que eu tinha?”. A mudança de perspectiva reduz o peso da autocobrança.
Estabelecer limites saudáveis também é importante. Compromissos sociais, demandas familiares e responsabilidades profissionais tendem a se acumular. Nesse contexto, aprender a dizer “não” é fundamental.
Outra maneira de buscar equilíbrio nessa época é praticar técnicas de autorregulação emocional, tais como respiração consciente, meditação, mindfulness, caminhadas e pausas curtas ao longo do dia.
Da mesma forma, é fundamental reconhecer os próprios limites. Sentir-se esgotado é compreensível em um mundo tão acelerado com o atual. Se o peso emocional estiver grande demais, a ajuda profissional pode tornar o fardo menos pesado e abrir novas perspectivas.
Recurso lúdico
A psicologia positiva é um movimento científico que estuda os aspectos salutogênicos dos seres humanos, instituições e comunidades, sendo apresentada como um manifesto para o entendimento do bem-estar e como uma prática pedagógica para a vivência do estar bem. Visa equilibrar o peso dado aos aspectos de adoecimento e os que trazem saúde emocional.
Sendo assim, o objetivo do jogo Visão positiva: desenvolvendo habilidades para o bem-estar é trabalhar, por meio de imagens, os principais temas dessa abordagem psicoterapêutica. De autoria da psicóloga Miriam Rodrigues e publicado pela editora RIC Jogos, este recurso lúdico pode ser utilizado nos contextos clínico e familiar com adolescentes e adultos.



