12/11/2025

Festas de final de ano: quando as emoções se intensificam

O final de ano é uma época marcada pelas celebrações de Natal e ano-novo, pela temporada de férias e a chance de se reunir com a família e os amigos. No entanto, para muitas pessoas, o período pode afetar a saúde mental e, consequentemente, a qualidade de vida.

 

A chamada síndrome de fim de ano caracteriza-se pela intensificação de emoções como tristeza, ansiedade e solidão e está relacionada ao fato de o mês representar o fechamento de um ciclo.

 

Por isso, sentir-se mais reflexivo é normal, mas, caso haja sobreposição de sentimentos e pensamentos negativos, esses podem gerar gatilhos para doenças como a depressão.

 

Vivências

A manifestação da síndrome de fim de ano pode estar relacionada a fatores emocionais a partir da avaliação das vivências do ano que passou. É o caso de arrependimentos, metas não alcançadas e insatisfações pessoais, os quais emergem com mais força.

 

Engloba, ainda, outras questões práticas que fogem à rotina usual, como organizar a ceia, comprar os presentes e o aumento dos gastos financeiros, que se conectam ao aumento do estresse e do cansaço.

 

Existem, também, os fatores sociais, que envolvem a pressão por estar feliz e celebrar, e as comparações com padrões idealizados de família e vida perfeita geralmente reforçados por mídias sociais.

 

Inclusive, alguns podem sentir uma ausência maior de familiares e amigos, especialmente aqueles que vivem sozinhos ou perderam entes queridos.

 

Enfrentamento

Lidar com os sentimentos e os pensamentos negativos que podem surgir no final de ano requer discernimento e inteligência emocional. Isso porque reconhecê-los e buscar formas saudáveis de lidar com eles são fundamentais para uma vida com equilíbrio e bem-estar.

 

Algumas medidas podem ajudar a enfrentar a síndrome de fim de ano e promover a saúde mental durante a época. Uma delas é gerenciar as expectativas, focando em momentos significativos, evitando comparações e aceitando que nem tudo será perfeito.

 

Da mesma forma, é importante praticar o autocuidado, cultivando bons hábitos e mantendo uma rotina equilibrada, com alimentação saudável, sono de qualidade e prática regular de exercícios físicos.

 

Reservar um tempo para si mesmo, para fazer as coisas de que gosta, e buscar conexões, inclusive se voluntariando em projetos que ajudem a criar um senso de propósito, também são alternativas.

 

Dicas

O autocuidado vai além de momentos triviais como um banho demorado ou uma pausa para o cafezinho. Trata-se de ouvir o que a mente e o corpo realmente precisam. Entre os cuidados necessários para o corpo, por exemplo, estão alimentação saudável, exercícios físicos e sono de qualidade.

 

No que diz respeito à saúde mental, é importante respeitar os próprios limites e aprender a dizer não sem culpa, pois atender às expectativas de todos pode afastar o indivíduo de suas prioridades.

 

Outra dica de autocuidado é rodear-se de pessoas que inspiram e trazem energia positiva. Essas conexões ajudam a aliviar o estresse e a renovar o ânimo. Relaxar sem culpas também é fundamental, pois momentos de descanso são essenciais para recarregar as energias e encarar o novo ano com disposição.

 

Ser gentil consigo mesmo e celebrar as próprias conquistas são outras formas de autocuidado. Reconhecer os avanços, por menores que sejam, fortalece a autoconfiança e cria um ciclo de motivação. Se os sintomas persistirem, a busca de um psicoterapeuta pode ser necessária.

 

Ferramenta

Nesse mundo acelerado, que pressiona todos a todo momento, é natural que o autocuidado fique de lado algumas vezes, mas, quando isso se torna tão frequente a ponto de impedir a conexão com o momento presente, talvez seja a hora de parar.

 

A ferramenta ‘Mindfulness para viver o presente: 100 cards para praticar atenção plena’ auxilia nesse sentido por meio da prática de mindfulness/atenção plena. Experimentar a realidade exatamente como ela se apresenta no momento ajuda a reduzir o estresse, aliviar o sofrimento e aumentar a qualidade de vida.

 

De autoria dos psicólogos Laura Pordany do Valle e Ramiro Figueiredo Catelan e do psiquiatra Vítor Rocco Torrez, este recurso publicado pela editora RIC Jogos é destinado ao uso nos contextos clínico e familiar com o público a partir de 16 anos.

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