04/08/2025

Distorção da imagem corporal: meninos também têm?

A distorção da imagem corporal é hoje reconhecida como uma questão de saúde pública relevante para meninas e também meninos a partir dos 6 anos.

 

Na infância e especialmente na adolescência, muitos problemas de autoestima surgem a partir das mudanças ocorridas no corpo. Isso, aliado ao desejo natural de ser aceito, faz com que crianças e adolescentes se comparem constantemente com os outros.

 

A distorção da imagem corporal pode ser influenciada por fatores genéticos, ambientais e sociais. Por exemplo, se uma pessoa cresce em um ambiente no qual a aparência física é valorizada acima de tudo, ela pode desenvolver uma visão distorcida de si mesma.

 

Além disso, a mídia – incluindo as redes sociais – desempenham um papel importante na formação da imagem corporal por meio da exposição constante a imagens idealizadas de corpos perfeitos.

 

Sintomas

Existem diferentes sintomas que podem indicar a presença de distorção da imagem corporal entre meninas e meninos, tais como preocupação excessiva com a aparência física; comparação constante com os outros; insatisfação com o próprio corpo; e medo de ser julgado.

 

Também na lista, constam comportamentos extremos para modificar a aparência, como dietas restritivas ou exercícios excessivos; baixa autoestima e autoconfiança; isolamento social; e desenvolvimento de transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia.

 

Como lidar

Lidar com a distorção da imagem corporal pode ser um desafio, mas existem várias estratégias que podem ajudar crianças e adolescentes. Uma delas é procurar um psicoterapeuta, que vai auxiliar o paciente a trabalhar os sintomas e a desenvolver uma imagem corporal mais saudável.

 

Evitar as comparações é mais uma dica importante, pois se comparar constantemente com os outros só alimenta a insatisfação com a aparência. O ideal é focar nas próprias conquistas e se valorizar.

 

Outras medidas que podem contribuir são: limitar a exposição à mídia; praticar a autocompaixão, lembrando-se de que ninguém é perfeito e todos têm as próprias inseguranças; e cultivar uma relação saudável com o corpo em vez de se preocupar apenas com a aparência, praticando exercícios físicos e alimentando-se de maneira equilibrada, por exemplo.

 

Ferramenta

A ferramenta ‘Imagem corporal: identificando e reestruturando distorções’ possibilita avaliar a percepção da imagem corporal de crianças e adolescentes e oferece ao psicoterapeuta suporte de reestruturação cognitiva diante de uma percepção negativa.

 

Para embasar sua aplicabilidade, tem como fundamento a teoria cognitivo-comportamental. O objetivo é identificar distorções cognitivas referentes à IC, além de possibilitar psicoeducação e mudanças.

 

De autoria das psicólogas Rejane Grecco, Arlete Beatriz Klauck e Sabrinne Mota e publicada pela editora RIG Jogos, é composta por 70 cartas e um manual.

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