Comparações por meio das redes sociais e suas consequências
As comparações por meio das redes sociais têm se tornado cada vez mais proeminentes na era digital, e estudos demonstram que estão associadas a sintomas de depressão, ansiedade, baixa autoestima, inadequação e diminuição da satisfação com a vida.
Entre os principais efeitos negativos, constam a insatisfação e a distorção da imagem corporal, que podem levar ao desenvolvimento de transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia.
Além disso, essas comparações levam algumas pessoas a se engajarem em excesso de exercícios físicos ou práticas extremas para alcançar um padrão de aparência idealizado, o que pode ser prejudicial à saúde física e mental. Podem resultar, ainda, em aumento do estresse e da pressão arterial.
Formas
As comparações sociais podem ocorrer de duas formas: para cima, quando nos comparamos com indivíduos que consideramos melhores em determinado aspecto, e para baixo, quando nos comparamos com quem consideramos pior.
A comparação para cima pode gerar sentimento de inadequação ou inferioridade, pois é percebida uma discrepância entre as próprias realizações e as dos outros, levando a inveja, ressentimento ou frustração, especialmente quando acreditamos que não podemos alcançar os mesmos padrões de conquista.
Esse tipo de comparação pode minar a autoestima e levar a um aumento da cobrança interna para atender a esses padrões. No contexto das redes sociais, em que as pessoas tendem a compartilhar seus melhores momentos, a comparação para cima pode ser ainda mais acentuada.
Por sua vez, a comparação para baixo pode levar a uma sensação temporária de superioridade e autoafirmação e proporcionar alívio momentâneo ou falsa satisfação. No entanto, pode ser prejudicial quando gera visão distorcida da realidade e falta de empatia em relação aos outros.
Além disso, essa forma de comparação pode ser baseada em critérios subjetivos e não refletir uma avaliação precisa das habilidades ou conquistas das pessoas com as quais nos comparamos.
Perspectiva saudável
Ambas as formas de comparação social podem ter impactos negativos na saúde física e mental. É importante, portanto, cultivar uma perspectiva saudável e realista sobre as postagens e imagens compartilhadas nas redes sociais.
Além disso, é recomendado dedicar tempo para construir uma autoimagem positiva com base nas próprias conquistas e valores pessoais em vez de se comparar constantemente com os outros, assim como aprender a reconhecer que cada pessoa tem uma história única.
Recurso terapêutico
“Espelho da mente: autoimagem e crenças” é um recurso terapêutico projetado para uso clínico com adolescentes e adultos, atuando como um catalisador para o autoconhecimento e a transformação pessoal.
De autoria das psicólogas Jullyanna Cardoso e Tássia Queiroz e publicado pela editora RIC jogos, oferece estratégias para os jogadores reconstruírem suas percepções e fortalecerem sua autoestima, abordando especificamente as crenças disfuncionais que são muitas vezes amplificadas pelo uso das redes sociais.
Com a ferramenta, é possível fazer a avaliação das crenças disfuncionais influenciadas por comparações sociais e expectativas irreais e fazer a intervenção por meio dos desafios e da reestruturação cognitiva.



